Internacional
Violinista toca durante cirurgia ao cérebro

A história impressionante que teve um final feliz

Qui, 20/02/2020 - 22:30

Dagmar Turner ajudou os médicos a não danificarem uma importante área do seu cérebro.

Dagmar Turner, de 53 anos, foi submetida a uma cirurgia ao cérebro para retirar um tumor e protagonizou um momento incrível. Durante a operação, que decorreu esta terça-feira, 18, no Hospital Kign's College, em Londres, a violinista  quis garantir que os movimentos da mão esquerda não seriam afetados durante a intervenção e tocou ao o instrumento musical.

«Sabíamos o quão importante o violino é para Dagmar»

Os cirurgiões desenvolveram uma técnica que permitiu identificar, em tempo real, quais áreas do cérebro responsáveis pelo movimento das mãos, sublinhou o hospital na sua página online. Assim, a meio da operação, Dagmar foi despertada da anestesia e tocou.

O objetivo foi proteger células importantes situadas no lóbulo frontal direito do cérebro. Localizada ao lado do setor operado, esta zona controla a mão esquerda, essencial para a britânica tocar violino. «Sabíamos o quão importante o violino é para Dagmar, por isso era vital que preservássemos a função nas áreas delicadas do cérebro que lhe permitiam tocar», afirmou o cirurgião Keyoumars Ashkan, em declarações à ABC.

Dagmar Tuner, elemento da orquestra sinfónica da ilha de Wight, a sul da Inglaterra,  regressou a casa três dias após a operação com as mãos aptas para ‘dar voz’ ao seu instrumento de vida. «A ideia de não poder tocar mais deixava-me arrasada», afirmou a paciente que agradeceu à equipa o empenho e profissionalismo manifestado durante a intervenção cirúrgica. «O professor Ashkan e a equipa da King’s fizeram tudo o que era possível para a operação correr bem», revelou a violinista.

Também a equipa médica está satisfeita com o desfecho deste caso. «Conseguimos remover mais de 90% do tumor, mantendo a função completa na mão esquerda», concluiu o médico Keyoumars Ashkan, confessando que foi a primeira vez que teve um doente a tocar no bloco operatório.

Texto: Inês Marques Fernandes com Marta Amorim; Fotos: DR

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