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Valentina

Local onde o corpo da menina foi encontrado torna-se motivo de peregrinação

Qui, 13/08/2020 - 22:20

O local onde Valentina foi encontrada morta tornou-se alvo de peregrinação para pessoas que ali se dirigiam de todo o País. Flores, bilhetes e brinquedos depositados naquele altar improvisado.

Três meses depois de o caso ter abalado pessoas de todo o País, Valentina não foi esquecida. O local onde o corpo da menina de nove anos foi encontrado continua a ser visitado, quase venerado, tendo-se tornado motivo de uma autêntica peregrinação. Há flores, bilhetes e brinquedos depositados numa espécie de altar improvisado.

A comoção nacional pelo brutal homicídio da menina de Atouguia da Baleia – cuja autópsia revela agora a causa real da morte – mantém-se, perpetuando-se com lembranças em memória da criança.

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Valentina passou horas sozinha em sofrimento, abandonada no sofá, e foi assim que morreu

A autópsia já está na posse da Polícia Judiciária de Leiria e revela que na sequência do deslocamento a criança sofreu «convulsões» que viriam a provocar-lhe a morte. Mas Valentina não morreu logo. Agonizou horas e só perderia a vida ao final da tarde, sem que nenhum dos adultos, pai e madrasta lhe tivessem prestado apoio. Morreu deitada no sofá. Sozinha.
PJ tem mais provas, além do relatório da autópsia

A investigação – revelada pelo CM esta quinta-feira, 13 de agosto, tem mais provas no processo para além da confissão dos responsáveis pela morte de Valentina. Câmaras de videovigilância de uma estação de serviço, a cerca de um quilómetro da casa onde morreu a menina de nove anos, revelam o casal viajar no sentido d zona onde o corpo foi encontrado. O cadáver da criança seguiria no banco de trás.

Pai e madrasta saíram de casa «para comprar leite» e quando voltaram Valentina já não respirava

A investigação revela que o pai e a madrasta saíram de casa durante a tarde, para irem «comprar leite para a filha mais nova», que ficou trancada noutra zona da habitação para não assistir à agonia da irmã. Quando regressaram a casa, Valentina já não respirava. Sandro diz que a menina estaria a «trocar mensagens» de cariz sexual com outras crianças e que tinha confessado à madrasta que «já tinha mantido contactos sexuais» com um homem, a quem chamava «padrinho». Foi para pressionar a filha a revelar a identidade do «padrinho» que Sandro pressionou a filha. Abanou-a repetidamente e ainda usou «água quente para assustar» a criança, sabendo que «a pele da filha reagia mal» a temperaturas altas.

 

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