Saúde e Beleza
Psoríase

Vencer o preconceito

Seg, 22/11/2010 - 16:24

É uma doença crónica da pele que não escolhe idades. Esteja por dentro desta patologia que afecta cerca de 250 mil pessoas em Portugal.

O impacto desta patologia, que não escolhe idades nem sexo, na qualidade de vida do doente não se podem medir só a nível físico, já que acaba por ter consequências a nível psicológico, emocional e social. A NOVA GENTE falou com Vítor Baião, presidente da Associação Portuguesa de Psoríase, sobre a doença que se estima afecte 250 mil pessoas no nosso país.

O que é?
Apresenta-se como uma doença crónica não contagiosa, ao contrário do que se pensa, que se traduz numa “desordem sistémica e auto-imune que se manifesta no nosso maior órgão – a pele”. Estudos indicam que esta patologia terá sido confundida com a lepra durante anos, sendo mesmo motivo de exclusão na Idade Média.

Sintomas
O seu aspecto, extensão, evolução e gravidade são muito variáveis, caracterizando-se, geralmente, pelo aparecimento de “lesões vermelhas, espessas e descamativas, que afectam sobretudo os cotovelos, joelhos, palma das mãos, planta dos pés, costas, região lombar e couro cabeludo. Nos casos mais graves as lesões cobrem extensas áreas do corpo. As unhas são também frequentemente afectadas, com alterações que variam entre o quase imperceptível e a sua destruição”.

Número de afectados
Os números indicam que “a psoríase afecta cerca de 250 mil pessoas em Portugal e mais de 125 milhões no Mundo” sendo o tabaco, o alcoolismo e a exposição solar excessiva apontados como grandes responsáveis pelo aparecimento desta doença.

Quem afecta?
Não escolhe sexo nem idades, apesar de as estatísticas indicarem duas fases como as mais críticas. “É mais comum no fim da casa dos 20 e na meia-idade [40/60 anos]. Além disso, surge com mais frequência nos países com clima frio do que num de clima quente. A falta de luz do sol e o aumento da secura da pele causados pelos aquecimentos e frio são considerados factores de risco.”

Quando aparece?
É impossível prever quando é que esta inflamação vai surgir, mas existem factores que a podem desencadear:
? Stress
? Medicamentos
? Infecções
? Intervenções cirúrgicas
? Tabaco
? Álcool

Consequências
A qualidade de vida dos portadores, que na maioria das vezes sofrem de preconceito, assim como os seus relacionamentos sociais no dia-a-dia e no trabalho são afectados, tendo em conta que estamos perante uma doença que afecta a pele, um órgão externo e visível. “Há muitas pessoas que ainda pensam que podem contrair esta doença por contágio, e por isso alguns doentes deixam de usar roupas que mostrem o corpo. Há doentes que chegam a entrar em depressão por causa desta doença.”

Tratamento
Não tem cura, mas sim tratamentos que permitem controlar os sintomas. “Cada doente tem a sua especificidade, pelo que estas terapêuticas devem ser usadas criteriosamente, de acordo com as indicações adequadas para cada uso e a respectiva fase de evolução. O tratamento deve ser feito com respeito pelas regras de segurança, para evitar eventuais efeitos secundários ou agravamento da própria doença.”

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