Saúde e Beleza
Obesidade

A nova epidemia

Seg, 23/05/2011 - 15:41

Em 2010, 43 milhões de crianças com menos de cinco anos eram obesas.
Esta é uma doença na qual a prevenção assume um papel preponderante.

A Organização Mundial de Saúde classifica­-a como a epidemia do século e a verdade é que é a 2.ª causa de morte passível de prevenção. Em 2008 havia cerca de 500 milhões de obesos, com as estimativas a revelar que 50% da população mundial será obesa em 2025. Não sendo uma doença exclusiva de adultos, tem preocupado os especialistas que alertam para o facto de que em 2010, 43 milhões de crianças com menos de cinco anos sofriam deste male. No âmbito do Dia Nacional da Luta contra a Obesidade, que se assinala dia 21 de Maio, a NOVA GENTE falou com o nutricionista Vítor Hugo Teixeira e deixa­-lhe algumas dicas.

Percentagem de afectados
A prevalência na população portuguesa adulta é de cerca de 34% para a pré­-obesidade e de 12% para a obesidade, sendo de realçar a maior percentagem de homens com pré-obesidade e obesidade, em relação às mulheres.

Nas crianças
É transversal a todas as idades, mas especialmente preocupante o espaço que esta doença ganhou entre os mais jovens. “Em 2010, cerca de 43 milhões de crianças com menos de cinco anos eram obesas. Em crianças dos sete aos nove anos, a prevalência da pré­-obesidade e da obesidade, em Portugal, é de cerca de 31,5%, sendo que as do sexo feminino apresentam valores superiores. Números dramáticos, se considerarmos que uma criança obesa de seis anos tem uma probabilidade 50% maior de se tornar um adulto obeso”.

Herança hereditária
O desenvolvimento desta doença envolve factores comportamentais, culturais, sociais, fisiológicos, metabólicos e genéticos. “Tem tendência familiar, observando­-se com frequência crianças obesas, filhas de pais obesos. Contudo, esta herança genética só aumenta a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras.”

Possíveis complicações
Ter excesso de gordura corporal acumulada agrava o risco de doenças cardiovasculares, musculo­-esqueléticas, diabetes e alguns tipos de cancro. “Pelo menos 2,8 milhões de adultos morrem por ano como resultado do excesso de peso e obesidade. Cerca de 44% dos casos de diabetes, 23% dos c­asos de doença coronária isquémica e entre 7 e 41% de alguns cancros são atribuídos à obesidade e excesso de peso. Uma perda de cerca de 5 a 10% do peso é suficiente para atrasar ou prevenir algumas destas doenças.”

Hábitos de vida saudáveis
O exercício físico regular e uma alimentação correcta são fundamentais quando se fala de controlar o peso. “Embora existam muitos programas anunciados para ajudar a perder peso, o único método seguro a longo prazo é gastar mais calorias que aquelas que consome. Em termos alimentares, as recomendações são: limitar a ingestão de alimentos ricos em gordura e açúcar, e aumentar a ingestão de frutos, hortícolas, cereais integrais e leguminosas.”

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