Saúde e Beleza
Marta Crawford

Conselhos sobre sexo

Sex, 11/02/2011 - 17:15

A popular sexóloga, que já teve um programa na TVI, lançou um livro dedicado às alegrias e tristezas da vida conjugal. O que fazer para a paixão sobreviver às chatices do dia­-a­-dia?

Entre os casais, a convivência prolongada e diária mata o erotismo?
O que eu acho é que, na fase do namoro, as pessoas, levadas pela paixão, estão tão empenhadas que se consomem muito nessa fase inicial da relação. Quando decidem viver juntos, acham que as prioridades devem ser outras – que não a sexualidade –, como o dinheiro, para pagar as contas, criar as criancinhas, e acabam por esquecer o espaço do casal, que não é o da família, nem dos amigos, nem dos filhos, mas o do casal. Muitos dos casais que procuram ajuda, ou tiveram agora o primeiro filho, ou o segundo, e, de repente, são confrontados com uma mudança repentina da vida, passam a viver só para os filhos. De repente, a sua intimidade, não só o sexo, mas os jantares e fins­-de­-semana fora desaparecem.

O romance desaparece porque deixam de ser casal e passam a ser pais?
Sim. Essa substituição é frequente. Não percebem que serão pais até ao fim das suas vidas. Mas casal, não! “Ser um casal” não é um dado adquirido. Para o serem, de facto, os casais têm de se dar bem! Caso contrário, vivem em função dos filhos. O que pode não ser mau, porque as pessoas são muito rotineiras e habituam­-se a ir tendo as coisitas: o carrito, as férias no Verão... Vão empurrando a vida com a barriga, sem estarem totalmente satisfeitas. Até que chega a um ponto em que é fácil entrar uma terceira pessoa na relação.

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