Nacional
Mariluz

A menina que enfrentou uma leucemia com apenas quatro anos

Ter, 05/11/2019 - 15:40

«A Mariluz era uma menina alegre e sorridente, cheia de vida como todas as crianças da sua idade. Com quatro anos uma dor de cabeça veio a confirmar ser uma leucemia. E o nosso mundo desabou…» As palavras são de Glória Lopes, uma mãe que ainda vive com o medo de perder uma das duas filhas.

Desafiada pelo site Crescer, Glória abre o seu coração e relata os acontecimentos e a montanha-russa que têm sido os últimos três anos. «Foi precisamente a 2 de novembro de 2016 que a minha vida se tornou num pesadelo», diz, recordando o nascimento da sua menina, hoje com sete anos, e o momento em que tudo mudou. «A Mariluz nasceu como todas as crianças, super normal. Foi-lhe diagnosticada uma doença oncológica aos quatro anos, essa mesma a que chamamos leucemia. Estava na escola e sentiu alguns sintomas, que a levaram a um desmaio. Fui chamada de imediato, pois estava a acontecer algo que não era, digamos, normal. Levaram-na para o hospital Padre Américo, em Penafiel, para ver o que se passava.»

O duro diagnóstico

Glória não esquece o momento em que ouviu o duro diagnóstico. «Foi muito doloroso… Após as palavras da médica, o choque foi tão grande que fiquei desesperada. Lembro-me das suas palavras como se fosse hoje… É impossível esquecer… “Mamã, a Mariluz tem leucemia e resta-lhe minutos. Temos de chegar ao IPO o quanto antes…” Ouvir aquelas palavras foi como se tivesse desabado o mundo em cima de mim.»

O medo do desconhecido intensificou-se de dia para dia. Glória conhecia a doença, mas só de nome. Não imaginava o monstro que a leucemia é. «Ouvia falar sobre leucemia, mas não imaginava semelhante. Perdi as esperanças em certas alturas, por vezes questionava a mim própria o porquê… Porquê à minha filha?», recorda aquela que chegou a temer pela vida da filha. «Tive bastante medo de perdê-la e continuo a ter… Acho que vou viver com este medo para sempre. As pessoas falam muito sobre isso, mas nem sempre é fácil manter o otimismo, nem sempre é fácil acreditar que tudo vai ficar bem.»

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