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6 Dicas para evitar a moda descartável

Sex, 07/08/2020 - 16:00

Se deseja reduzir as compras por impulso e os gastos com a ‘moda rápida’, aqui estão algumas dicas úteis para o fazer.

É uma estatística impressionante: menos de 2% das pessoas que trabalham no negócio da roupa em todo o mundo ganham o que pode ser descrito como um salário digno, de acordo com uma campanha recente.
Enquanto a sociedade ocidental desfruta da conveniência de ter roupas de qualidade a um preço acessível, 98% das pessoas que as produzem vivem na pobreza.
 A crise provocada pelo COVID-19 mudou a visão que muitas pessoas tinham sobre a vida, e é possível que a moda rápida seja menos importante na sociedade. Se deseja reduzir as compras por impulso e os gastos com a ‘moda rápida’, aqui estão algumas dicas úteis para o fazer.

1 – Segunda mão e vintage

O estigma das lojas de segunda mão permaneceu na sociedade por muito tempo. Embora algumas pessoas ainda continuem a encará-las negativamente, a verdade é que elas são muito mais úteis do que muitas pessoas imaginam.
As crianças, em particular, podem beneficiar das roupas em segunda mão - afinal, o proprietário anterior pode ter usado a peça poucas vezes antes de iniciar um surto de crescimento. Existem ainda muitas pechinchas para adultos, com a vantagem adicional deste tipo de lojas adotar uma política de devoluções mais relaxada em comparação com as outras lojas.
Existem muitos websites que oferecem este serviço online - houve até uma campanha da John Lewis recentemente – pelo que nem precisa de sair de casa! As lojas vintage podem ser igualmente uma boa opção, com algumas opções retro de baixo custo. Se nunca visitou, fisicamente ou virtualmente, nunca é tarde de mais para uma primeira vez!

2 – Lojas de trocas

O mundo da troca de roupas online está em franca ascensão e existem várias aplicações que permitem vender roupas em troca de crédito virtual, que pode ser utilizado para comprar itens de outros utilizadores.
As versões físicas destas lojas ainda existem, especialmente nas grandes cidades. Portanto, verifique nas redes sociais a existência de eventos para trocas de roupa perto de si.
Os benefícios desta prática são variados, desde economizar dinheiro a ajudar o meio ambiente. Esta prática pode ser estendida a todo o tipo de bens, onde existem igualmente imensas aplicações para o efeito.

3 – Vencer a tentação

Remover um objeto desejado do nosso campo de visão é uma forma óbvia e comprovada de ajudar-nos a controlar os impulsos. Por exemplo, os indivíduos que sofrem de dependência das redes sociais podem impor períodos de autobloqueio no Twitter e no Facebook, ou os jogadores compulsivos que desejam superar os problemas com o jogo podem utilizar aplicações que bloqueiam os sites de apostas.
O mesmo conceito pode ser aplicado à compra de roupa. Se deseja realmente evitar clicar nos links tentadores dos vendedores, o primeiro passo é cancelar as subscrições das newsletters, que geralmente trazem até si ofertas tentadoras. Deixar de seguir os perfis das lojas de roupa nas redes sociais ou adicionar os seus websites à sua lista de sites bloqueados ajudarão a controlar o impulso e a vencer a tentação.
No fim de contas, o que os olhos não veem, o cartão de crédito não sente!

4 – O ‘desafio das 30 vezes’

Da próxima vez que sentir o impulso para comprar uma camisa, um vestido ou umas calças, pergunte a si mesmo: vou usar esta peça pelo menos 30 vezes?
A regra «#30Wears» foi idealizada por Livia Firth, a mulher por trás da Eco-Age, uma empresa dedicada à vida sustentável. Celebridades como Emma Watson já demonstraram publicamente o seu apoio à ‘regra’, assim como milhares de outras pessoas. Esta regra foi pensada para eliminar a cultura da ‘moda descartável’, onde ideias tais como "nunca repetir a mesma roupa numa festa" perduram há muito tempo.

Esta iniciativa pretende implementar uma nova mentalidade, onde usar repetidamente as mesmas roupas é simultaneamente positivo e igualmente estiloso. O principal objetivo da causa é reduzir a dependência da sociedade ocidental da moda rápida e conveniente.

5 – Quem fez a minha roupa (#whomademyclothes)?

Em vez de adivinhar a origem das suas roupas, faça a pergunta diretamente. A maioria dos grandes vendedores saberá a proveniência das peças que vendem. Se não for possível obter esta informação na loja, faça a pergunta por e-mail ou através das redes sociais.
Se a sua pergunta cair no esquecimento ou não obtiver uma resposta adequada, existem várias fontes online que fornecem informações, tais como os maiores consumidores de moda rápida e quais os países com mais trabalhadores mal pagos.
Quando foi lançada, esta hashtag levou mais de 170.000 pessoas a fazer esta pergunta e é um exemplo claro de ação direta contra a moda rápida em todo o mundo. Após receber a sua resposta, pode tomar a decisão sobre continuar a comprar nessa loja. A esperança é que muitas empresas comecem a alterar suas políticas e a pagar um salário digno aos seus operários.

6 – Faça você mesmo!

Por vezes, um fecho quebrado ou pequenos danos são um motivo para deitar a roupa no lixo, pois a reparação pode custar mais que o valor comercial da peça. No entanto, com um pouco de atitude do tipo «faça você mesmo», pode dar uma nova vida a uma peça de roupa.
Há um grande número de sites que oferecem dicas de «bricolage» para as suas roupas, além de imensos tutoriais no YouTube. Se quiser consertar algo, substituir um fecho ou costurar um botão, pode aprender a fazê-lo com apenas alguns cliques desde que tenha força de vontade.
Algumas pessoas implementaram um modelo de negócio ao comprar roupas danificadas a um preço simbólico (ou até recebendo gratuitamente), remendando-as e vendendo-as de seguida. Embora seja necessário um pouco de aptidão adicional para o padrão exigido neste tipo de arranjos, pode ser uma forma de gerar uma pequena receita secundária durante o seu tempo livre, principalmente se tem interesse pela costura.

 

 

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