Na terra que o viu nascer e crescer, Cavaco Silva esteve sempre ao lado da mulher, Maria, de óculos escuros e figura cabisbaixa. Primeiro, esteve na igreja, onde assistiu à missa de corpo presente, durante 50 minutos, na primeira fila.
De seguida, participou no cortejo fúnebre. A pé, seguiu ao lado direito da urna e esteve sempre perto dos familiares: dos irmãos, Renato e Mario do Rosário, dos filhos e sobrinhos. Apesar de ter tentado esconder a mágoa que sentia, Cavaco não conseguiu conter a emoção, perante a homenagem feita ao irmão mais novo, onde estiveram presentes cerca de 150 pessoas. À medida que o cortejo avançava, a dor era maior, com muitos a enviar mensagens de condolência ao Presidente.
António Cavaco Silva morreu na passada quinta-feira, no Hospital da Luz, em Lisboa, após ter dado entrada na unidade de cuidados paliativos. Vítima de uma esclerose lateral amiotrófica, que o apanhou aos 55 anos, não resistiu. Era engenheiro electrotécnico de formação, mas destacou-se pela sua veia artística. Pintava e chegou a fazer exposições, a última em Novembro de 2009.
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