Multimedia
Bernardo Sousa

"A família da Bruna sofreu muito" (entrevista exclusiva)

Qua, 12/07/2023 - 07:55

Bernardo Sousa fala sobre os negócios que tem, admite que Bruna Gomes é o amor da sua vida e abre ainda o jogo sobre tudo o que se disse sobre a amizade com Cristina Ferreira e a forma como algumas notícias magoaram a família da namorada.

NOVA GENTE –  No início do ano passado, concorreu ao Big Brother Famosos e sagrou-se o grande vencedor. Desde então, o que é que mudou na sua vida profissionalmente?

Em relação à minha empresa de barcos de passeios, Sardinha no Tejo, posso dizer que aumentou um bocadinho a procura, porque obviamente houve um reconhecimento público maior em relação a mim. Houve pessoas que fizeram esta experiência porque ouviram falar, porque eu falava disto dentro da casa. Em relação às corridas, voltei a tempo inteiro. Não comecei da melhor forma e foi preciso fazer algumas alterações dentro da equipa, que têm vindo a dar frutos, mas é preciso consistência. O facto de eu não ter estado a tempo inteiro nos últimos anos levou a uma falta de consistência nos resultados.

Isso tem a ver com os dois anos em que esteve suspenso, certo?

Sim. Recomeçar é sempre mais difícil. É como andar de bicicleta. Nunca esquecemos como se faz, mas se estamos muito tempo parados, nas primeiras pedaladas andamos ali de um lado para o outro até entrar nos eixos. Agora, as coisas estão a encaminhar-se, mas as primeiras duas provas do campeonato nacional foram desastrosas, pois tive uma saída de estrada numa, e noutra um duplo furo e um toque numa árvore. Entretanto, mudei de navegador e as coisas começaram a correr melhor. O copiloto, ou o navegador, tem de ser alguém com quem temos uma relação muito próxima. É quase um casamento sem sexo, como se costuma dizer, porque temos de confiar a 100 por cento nessa pessoa. Não quer dizer que eu não confiasse no meu navegador anterior, mas senti necessidade de mudar, para perceber se era de mim. Não foi só por ele que as coisas não correram bem, claro, foram diversas coisas, mas esta nova ligação trouxe-me mais consciência. Não diria mais empenho, mas sim mais consciencialização do projeto em si. Recentemente, no rally em Castelo Branco, voltei a subir ao pódio. Fiquei em segundo lugar e estou bastante feliz com esse resultado.

Antes da paragem, o Bernardo competia a um nível muito elevado e chegou mesmo a ganhar alguns títulos internacionais.

Sim, é verdade. Entrei no Campeonato do Mundo de Ralis, ganhei na Jordânia, ganhei nos Açores, numa prova que fazia parte do Campeonato da Europa, fui o mais jovem campeão de Portugal em 2010… Apesar de nunca ter havido um reconhecimento público geral, até porque nós somos um País de futebol, no nicho dos automóveis existia.

Tendo estado nesse patamar, é ainda mais difícil recuperar depois de uma paragem tão longa?

Internacionalmente, é muito mais difícil. O Campeonato do Mundo é um campeonato extremamente caro e são precisos apoios muito fortes. É um ritmo e um empenho à séria. Não há tempo para a família, para os amigos, etc. Temos de ser atletas a 100 por cento. Não é que o Campeonato Nacional não o seja, mas em termos de calendário, é uma coisa mais espaçada. E o facto de eu ser também empresário faz com que tenha de me preocupar com outras coisas.

Leia a entrevista completa na edição da NOVA GENTE desta semana.

Texto: Patrícia Correia Branco; Fotos: Tito Calado

Siga a Nova Gente no Instagram