Nacional
Avós em quarentena

A dor da saudade por estarem longe dos netos. Psicóloga ajuda a superar

Ter, 07/04/2020 - 19:40

A gestão emocional de quem tem netos e não os pode ver, devido à pandemia de Covid-19, pode levar à depressão e tristeza. Falámos com uma psicóloga para tentar perceber como se supera a dor da saudade.

«A coisa mais importante, mais do que o distanciamento social, mais do que testar, testar, testar, mais importante do que qualquer coisa... é separar as pessoas idosas das mais jovens. A maior combinação letal é quando uma avó abraça o seu neto.» As palavras de Naftali Bennett, Ministro da Defesa de Israel, proferidas a 21 de março, fizeram eco em todo o Mundo. A pandemia de Covid-19 já matou mais de 68 mil pessoas e infetou mais de um milhão em todos os continentes.

O isolamento social obriga ao distanciamento entre avós e netos, mas são muitas as pessoas que não estão a conseguir lidar com a dor da saudade. Nas redes sociais surgem diariamente novos desabafos sobre o sacrifício que os mais velhos têm de fazer ao estarem isolados, quer dos netos, quer dos filhos.

Cristina Torres tem 62 anos e três netos. Sempre viveu perto da filha, Célia, de 39, e nunca esteve tanto tempo sem ver os seus «meninos». É graças a eles que leva a vida de uma forma «leve e feliz». «Desde que fui avó pela primeira vez que renasci, sinto um amor enorme por aquelas crianças», conta-nos aquela que vive em Lisboa e está em quarentena há três semanas.

«Tenho sempre de segurar as lágrimas quando falamos por videochamada, mas quando desligo acabo por desabar. O meu marido tem sido o meu pilar nesta fase difícil. Eu sou mais sensível, dói-me muito mesmo não estar com eles. Mas já meti na cabeça que tenho de aguentar e suportar este aperto no peito.»

A necessidade de explorar novas forma de comunicar

À NOVA GENTE, a psicóloga Sofia Moura é pragmática na sua análise, até porque há que saber encarar a realidade em que vivemos, porque o isolamento social é a maior medida de prevenção.

«Numa guidline mais genérica diria que têm/temos de fazer o melhor com aquilo que a vida nos dá... Neste momento o que ajuda a aproximar avós e netos é a consciência do amor e afeto que sentimos... Como é bom amar?!», refere aquela que desafia os mais velhos a arrabnjarem novas formas de comunicar com aqueles que amam, matando um pouco a saudade.

«Esta nova realidade obriga-os à mudança de hábitos, a sair da sua zona de conforto... É este desconforto que cria novas possibilidades... ou velhas, como dizer adeus da janela, por que não? E nada se perde, tudo se transforma... As visitas podem também ser por outros meios, as chamadas com ou sem vídeo... Há que saber explorar as novas tecnologias. Toca a explorar novas possibilidades... Nunca se é velho para aprender», afirma.

 

Texto: Filipa Rosa; Fotos: D.R.

 

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