Nacional
Assassinato De Carlos Castro

Cronologia

Ter, 01/03/2011 - 11:32

Conheça ao pormenor todos os acontecimentos que marcaram o assassinato do cronista e a acusação de Renato Seabra.

Quarta-feira, 29 de Dezembro -
Carlos Castro e Renato Seabra chegam a Nova Iorque e fazem o check in no Intercontinental Hotel onde vêm a partilhar o quarto 3416.

Quinta-feira, 30 de Dezembro -
Renato, que nunca revelara ser homossexual, dizia à família que estava em Nova Iorque na qualidade de modelo; O cronista fala com alguns amigos em Portugal confessando-se apaixonado.
Os dois visitam a cidade e assistem ao espectáculo Spider Man, na Broadway.

Sexta-feira, 31 de Dezembro -
Passam a noite de fim-de-ano em Times Square e chegam a encontrar-se com alguns portugueses.

Sábado, 1 de Janeiro -
Carlos Castro envia mensagens para Portugal onde diz que a noite de fim de ano correu bem e que está feliz.

Domingo, 2 de Janeiro -
Testemunhas confirmam ter ouvido gritos vindos do quarto e do corredor do hotel em que estavam instalados.
Renato diz à família que não se tem sentido bem e atribui este mal estar à comida.

Segunda-feira, 3 de Janeiro -
Os dois são vistos numa discussão, no restaurante Paulinos, durante a qual Renato diz a Carlos Castro que não é homossexual e que não quer nada que seja seu, ao mesmo tempo que cobra promessas que este lhe havia feito quando viajaram para esta cidade.

Quarta-feira, 5 de Janeiro -
Fontes referem que Renato terá tido alguns flirts com raparigas, o que poderá ter despoletado ciúmes no cronista.

Quinta-feira, 6 de Janeiro -
Carlos e Renato tomam café com Vanda Pires e a filha Mónica, também filha do jornalista português Luís Pires.
O colunista confessa à amiga que pretende antecipar o regresso a Portugal já que está assustado com algumas atitudes do jovem. Combinam encontrar-se às 19h00 do dia seguinte para jantar.

Sexta-feira, 7 de Janeiro -
Vanda e Mónica chegam ao hotel e cruzam-se com Renato que, antes de abandonar este local, lhes diz que Carlos Castro já não sairá dali.
Desconfiadas de algo, as duas mulheres insistem com os funcionários para lhes abram a porta do quarto.
O corpo do cronista é encontrado nu, com mutilações nos órgãos genitais e alguns cortes na cabeça. O médico legista confirma a morte e o corpo permanece neste local para investigação.
Quatro horas depois de ter saído do hotel Renato, o principal suspeito do crime, apanha um táxi que o leva ao hospital, para tratar uns golpes.
A fotografia do jovem modelo é espalhada pelos táxis e hospitais da cidade. Renato acaba por ser identificado pelo taxista que contacta as autoridades. Uma enfermeira reconhece o jovem que é depois sedado neste hospital e detido pelas autoridades que o transportam para a ala de psiquiatria do Bellevue Hospital.

Sábado, 8 de Janeiro -
A polícia analisa o local do crime e fala com testemunhas. Vanda Pires é ouvida durante oito horas. Ao final do dia o corpo é transportado para a morgue. O resultado da autópsia revela estrangulamento, golpes na cabeça, e mutilações no órgãos genitais.

Domingo, 9 de Janeiro -
Os familiares de Carlos Castro preparam a viagem a Nova Iorque.
No aeroporto, rumo a Nova Iorque, a mãe do jovem, Odília Pereirinha garante que o filho é heterossexual.
Odília Pereirinha, chega aos EUA.
Renato confessa-se culpado do crime e diz: “Eu já não sou gay”.

Segunda-feira, 10 de Janeiro -
Renato é acusado de homicídio em 2º grau pela polícia e permanece detido sem receber visitas.

Terça-feira , 11 de Janeiro -
Renato deixa a ala psiquiátrica do Hospital Bellevue e é transferido para a ala prisional.
As duas irmãs de Carlos Castro, Fernanda Gomes e Amélia Castro, chegam a Nova Iorque para reconhecer o corpo e tratar da cerimónia fúnebre.

Quarta-feira, 12 de Janeiro -
Odília Pereirinha vê o filho pela primeira vez.
Paula Fernandes, advogada de Cantanhede, queixa-se de falta de assistência a Renato Seabra e alega que o jovem “tem sido apresentado como um monstro” e que já foi contratado um advogado americano.
Os amigos de Renato revelam que este mantém uma relação heterossexual com Isa Costa.
Pai de Renato, com quem o jovem tinha uma relação de pouca proximidade, chega a Nova Iorque.
Família de Carlos Castro e o amigo Cláudio Montez dão uma conferência de imprensa em que confirmam a cremação para o dia seguinte (quinta-feira) e uma missa fúnebre no próprio dia em New Jersey, às 15h00 (20h00 em Portugal).

Quinta-feira, 13 de Janeiro -
Carlos Castro é cremado numa funerária local.
Parte das cinzas do cronista são depositadas em Nova Iorque e outra parte em Portugal.

Sexta-feira, 14 de Janeiro -
A primeira audição a Renato Seabra dura 54 segundos e o jovem modelo é acusado formalmente, permanecendo detido sem direito a fiança.

Sexta-feira, 4 de Março -
Próxima audiência do julgamento.

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