Hernâni Carvalho acaba de noticiar no programa Linha Aberta, da SIC, que na passada sexta-feira, dia 24, um amigo de António Joaquim – acusado do assassinato de Luís Grilo em coautoria com Rosa Grilo – terá entregue uma carta ao tribunal onde revela ter assistido ao crime e descreve-o pormenorizadamente.
Este homem, que se identificou em tribunal, diz que quem matou o triatleta foi António Joaquim e Rosa Grilo. O homem, que terá entregue a carta em mão, no tribunal de Vila Franca de Xira, no dia do prazo final permitido, terá ainda pedido protecção, pois tem medo do arguido.
«Conheci o António no local de trabalho dele»
Caso esta nova informação se verifique e for tida em conta pelo tribunal, este pode ser um volte-face num caso que tem mantido o país em suspense. O conteúdo desta carta é revelado pelo programa criminal da SIC. «Conheci o António no local de trabalho dele. Ele dava-me boleias até Alverca» diz, revelando que ficaram logo amigos. Assim sendo, este homem diz que também conheceu Rosa Grilo. Esta teoria é colocada em causa uma vez que António Joaquim alega que, para o trabalho, se deslocava muitas vezes de transportes públicos e não de carro, como a carta dá a entender.
Recorde-se que a 10 de janeiro as alegações finais foram adiadas devido a novos elementos no processo.
Os detalhes descritos na carta
Segundo o que dirá a carta, escrita por este homem que diz ter assistido a tudo «A Dª Rosa deu com um pau na cabeça do Sr.Luís. De seguida, o António pôs uma almofada na cara do Sr. Luís Grilo e deu-lhe logo dois tiros.»
Este homem vai mais longe e diz até que «O António e a D.ª Rosa transportaram o corpo para uma carrinha branca, Renault Kangoo». Recorde-se que até à data era o carro de Rosa Grilo, uma carrinha Opel Astra, o apontado como usado no transporte do corpo.
«O António disse-me para eu ir com ele na carrinha branca. Quando chegámos a um terreno muito longe, o António pôs o senhor Luís no terreno. Disse para eu não contar a ninguém ou fazia-me o mesmo que fez ao senhor Luís. Deu-me uma nota de 20 euros e largou-e sozinho, de madrugada, no Carregado.»
Aqui importa frisar que segundo a investigação, o telemóvel de António Joaquim terá dado sinal no Carregado já depois do desaparecimento de Luís Grilo.
Hernâni Carvalho revelou no programa que o suposto autor da carta esteve ligado ao caso Casa Pia na qualidade de testemunha, que já esteve preso por pequenos delitos e que é conhecido das autoridades. O advogado de António Joaquim já veio desvalorizar a carta e afirmar que não é a primeira vez que este tipo de cartas são entregues para atrasar o processo.
Texto: Marta Amorim; Fotos: DR
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