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Celebridades

Os negócios dos famosos

Qua, 23/09/2015 - 14:43

Cristina Ferreira é,
entre nós, o maior exemplo
de celebridade com um pé nos negócios. O seu nome
e sorriso são uma marca
de sucesso, capaz de vender quase tudo. Cristina
sabe disso e rentabiliza-os.
Mas há outros como ela. Famosos e empreendedores.

Oprah Winfrey é, porventura, o exemplo máximo de celebridade que se tornou um caso sério no mundo dos negócios, ao ponto de ter amealhado uma das maiores fortunas do Mundo até 2012, ano em que deixou de apresentar o seu talk show que a celebrizou. Até esse ano, a apresentadora e atriz, que nasceu pobre, já era dona de duas revistas, uma rádio e passara a ser também proprietária do seu próprio canal de televisão, todos eles casos de sucesso, o que lhe permitiu amealhar uma fortuna avaliada em qualquer coisa como três mil milhões de dólares.

Para além de se transformar num exemplo para muitas mulheres, tal como, por cá, o é também a apresentadora Cristina Ferreira, a figura pública cujo perfil empreendedor, associado à enorme popularidade, mais facilmente podemos associar ao de Oprah.

A apresentadora da TVI sempre conjugou o trabalho mediático com os negócios, desde a loja de pronto-a-vestir, que há muito abriu na sua Malveira natal, até aos inúmeros negócios a que hoje associa o seu nome. Atualmente é, aliás, uma das marcas mais valiosas do País, vendendo tudo, desde sapatos a perfumes, gelados e até milhares de revistas, como a Cristina, que, à semelhança de Oprah, lançou em 2014.

Mas há outros casos de celebridades que, nestes tempos de incerteza financeira, optam por não descansar à sombra do mediatismo efémero, avançando com negócios próprios como forma de garantir alguma estabilidade económica, no presente ou no futuro.

Rodrigo Herédia, que abriu um eco-resort na ilha de São Miguel, é um dos últimos exemplos de empreendedorismo entre figuras públicas. Mas nem todos correm bem, como mostram alguns exemplos.

Os casos de insucesso Por outro lado, algumas celebridades sabem bem como a fama do dono não é garantia de sucesso para o negócio. Pedro Miguel Ramos, e a sua marca Amo-te, cuja imagem mais visível era a cadeia de restaurantes que abriu em Lisboa, Porto e Meco, hoje todos falidos, é o caso mais conhecido. Também Manuel Luís Goucha abriu e fechou duas vezes o restaurante Em Banho Manel, em dois locais diferentes de Sintra. No fim, o espaço foi penhorado. E lembra-se quando, em 2003, Catarina Furtado, fã assumida de sapatos, abriu a Shoette, uma sapataria no centro de Lisboa? Pouco depois, o negócio fechou. 

Cristina Ferreira, uma Oprah à portuguesa

As aventuras de Cristina Ferreira nos negócios começaram há muito, quando começou por investir os primeiros salários em televisão na loja de pronto-a-vestir na Malveira, onde nasceu. Hoje, o seu nome, e popularidade, é o toque de Midas que, por cá, serve para vender tudo, desde sapatos a um perfume e gelados, alguns dos produtos a que já associou o nome e o sorriso, hoje os mais cobiçados no País. Na Net (tirando CR7), é a personalidade com mais seguidores, quer no Facebook, que no blog, Daily Cristina, onde desde 2013 se desdobra a promover inúmeros produtos, supostamente da sua eleição. Para já não falar da revista Cristina, lançada em 2014, cujos lucros ainda estão por conhecer.

A Loja de roupa de Mónica Sintra
Em 2013, a cantora concretizou um sonho antigo ao abrir a Why Not?, a sua loja de roupa, num centro comercial em Mem Martins, onde hoje, aliás, se veste para os espetáculos e apresentações. Em plena crise, que afetou também muito os artistas da música, Mónica não escondeu que abrir esta loja é também o seu “plano B à música”, tendo em conta que também já é mãe de Duarte, de cinco anos.

O turismo rural de Sílvia Alberto
Há cerca de uma década que a apresentadora começou a colocar em prática o seu sonho de empreendedora, iniciando a construção de um turismo rural na Costa Vicentina que até já tem nome: Vale d’Água. Acontece que, por estar a ser erguido num parque natural, as questões burocráticas têm atrasado todos os trabalhos de construção e financiamento. Sílvia já explicou que, para si, este projeto “é um dois em um: é um sonho e uma segurança. É ter uma história paralela à que vivo diariamente, mas se calhar muito mais chegada à terra, muito mais calma”.

O patriotismo inspirador de Catarina Portas

Durante anos, a irmã de Paulo Portas foi jornalista, mas, em 2004, após ter feito uma reportagem sobre os produtos antigos portugueses, lançou-se na área empresarial, criando dois dos maiores casos de sucesso nos negócios em Portugal: a marca Uma Casa Portuguesa – que serve para comercializar produtos portugueses – e as lojas A Vida Portuguesa, que, faturando sobre o mercado da nostalgia, voltaram a colocar na moda, entre outros, a faiança das Caldas, as conservas lusas e muitas marcas de cosmética que marcaram gerações de portugueses. Em 2009, Catarina Portas lançou-se noutro negócio e inaugurou vários Quiosques Refresco na capital, onde se servem bebidas, lá está, tradicionais. Um negócio que inspirou outros, como as lojas de Margarida Vila-Nova, em Macau... ?Estrelas com o toque de Midas Gerard Depardieu é o ator que mais se destacou nos negócios. Dono de propriedades vinícolas e restaurantes, é um dos homens mais ricos de França, razão pela qual, em 2012, decidiu mudar-se para a Bélgica para fugir aos impostos. Também Francis Ford Coppola é dono de um império que alia vinhas, restaurantes e resorts de luxo, da América Latina a Itália. Já Jessica Alba, quando foi mãe, lançou uma bem-sucedida marca de fraldas e puericultura diversa, a The Honest Co. Outra atriz, Sandra Bullock, é dona de uma produtora, razão pela qual também lucra, e muito, com os filmes que fez, nomeadamente o Miss Detetive. É ainda dona de um restaurante e uma empresa de organização de festas.


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